Agora sou testemunha e vitima da falta de acessibilidade em Cuiaba, não que já não tenha passado por isso mas, na hora em que mais se precisa é que você vê o grau de dificuldade que enfrenta.
No meu pré natal, tive que fazer inúmeros exames de ultrasson e em um deles não perguntei sobre a acessibilidade e para minha surpresa, encontrei vários degrais de escada para descer, foi frustrante, mas com ajuda de algumas pessoas e meu esposo desci e subi após o termino do exame mas, vale salientar, que havia espaço para se construir uma rampa, acredito que eles acham que não devem facilitar para nós deficientes, afinal há mais pessoas sem deficiência, somos uma minoria.
Devido a algumas complicações o parto de minha bebe foi antecipado, graças a Deus, embora esteja internada ainda na uti, está se recuperando bem mas, a acessibilidade para as mãezinhas que estão com seus bebes na uti, operadas, chegarem ao posto de coleta de leite para deixarem leite para seus bebes, tem escada, são três degrais em espiral e inacreditavelmente poderia ser uma rampa e tem mais, não possui corrimão, dificultando ainda mais o acesso ao local.
O consultório médico da minha médica, tem dois corredores com 4 degrais em cada corredor, pergunto: Não poderia ser rampa em um dos corredores?
A falta de acessibilidade ainda prevalece em vários locais de Cuiabá, não só em Hospitais, Clínicas e Laboratórios, estão em todos os lugares onde os dirigentes acreditam que nenhum deficiente pode ser seu cliente ou precisar adentrar ao local, seja por curiosidade, compra ou venda de algo.
É hora de começar a mudar... vou fazer minha parte, faça a sua e nos ajude a fazer um mundo melhor, queremos apenas poder entrar e sair em qualquer lugar, sem encontrarmos barreiras que não somos capazes de ultrapassar...
Rosangela C. Costa 26/07/2011
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